A HISTORIA DOS HEBREUS! – RESUMO DO LIVRO DE FLÁVIO JOSEFO – PARTE 1

A HISTORIA DOS HEBREUS! – RESUMO DO LIVRO DE FLÁVIO JOSEFO – PARTE 1

A história dos hebreus!

                           Resumo do Livro de Josefo

Entendemos, pela nossa cosmovisão, que foi forjada através de ensinamentos domésticos e que foram se fortalecendo através do crescimento da nossa vida cristã, que um Ser Supremo, Todo Poderoso, Criador e Sustentador de tudo que constitui o mundo natural e espiritual, certa vez, Ele decidiu se revelar ao que Ele considerou ser o ápice da sua criação: o homem.
Assim relataremos o inicio de todo o projeto de Deus, este Ser Criador de tudo, conforme  está relatada na Sua palavra, as Sagradas Escrituras, primeiramente escrita para um povo que Ele escolheu para se dá a conhecer: o povo hebreu.

Parte I: Resumo dos relatos dos livros religiosos judaicos                

Quis este Ser Supremo, que chamaremos de Yavé, através de Adão, o primeiro homem criado a Sua imagem e semelhança, fazer conhecido Seu caráter e Seus atributos divinos, e em especial Sua bondade, graça e misericórdia.
Adão é criado do pó da terra e o sopro de Yavé lhe dá a vida. Goza de um relacionamento íntimo e direto com seu criador. Também foi criada, agora a partir da costela de Adão, uma mulher, para ser sua ajudadora e companheira.
Yavé dá liberdade de fazerem o que eles bem entendessem aonde os pôs para morar: no Éden, um jardim magnífico. Mas impôs um limite de não comerem do fruto de uma única e determinada árvore.

Mas Adão falhou em obedecer. Não deu ouvidos à ordem de Yavé e sim à da sua companheira, Eva, e comeram o fruto da árvore proibida. Pecaram. Erraram ao desobedecerem ao Seu Criador. Eva ouviu a insinuação de um ser maligno, chamado Satanás, e descumpre a ordem de Yavé. Não só comeu como induziu Adão a comer. Satanás insinuou que se eles comessem eles seriam igual a Yavé e conheceriam tanto o bem como o mal.

Satanás, antes de ser maligno, era conhecido por Lúcifer, querubim ungido, e habitava aonde Yavé tem seu trono. Isto aconteceu bem antes do homem ter sido criado. Tinha poder e glória e guardava o trono de Yavé. Certa vez, ele alimenta em seu coração o orgulho e a soberba de ser igual a Yavé. Desejou ser o Todo Poderoso. Nasce esse mal em seu coração e decide tomar o trono de Yavé. Ele se rebela e se associa a outros seres que viviam para servir a Yavé. É punido e lançado fora da presença do Todo Poderoso, assumindo assim uma identidade maligna.

Semelhantemente, Adão e sua mulher Eva, no Éden, ao desobedecerem  ao Ser Supremo, são então punidos e banidos da presença divina. Sentenciados, agora têm de viver por seus próprios meios e aptidões e não poderiam mais desfrutar da intimidade direta com Seu Criador. Trabalhariam para seu sustento e isso lhes seria pesado. Eva ao engravidar daria a luz filhos com muita dor. Começaram então a viver as consequências da desobediência!

Satanás também sofre pesada penalização mais uma vez: será esmagado e derrotado por um homem que nascerá de uma mulher; um homem ungido que será o Adão perfeito porque obedecerá em tudo a Yavé, e cumprirá aquilo que Adão não conseguiu cumprir.

Vieram outros homens, filhos de Adão, e em todos eles, o propósito inicial de Yavé, Deus Todo Poderoso, fica sempre frustrado, porque o pecado da desobediência passava de geração em geração. Com o pecado de Adão, outras atitudes malignas foram inseridas na natureza humana: ira, ódio, inveja, ciúmes, e outras mais que passariam a todos os homens pelo sangue.

Nasceram os filhos de Adão chamados Caim e Abel. Temperamentos opostos. Não conseguem conviver com suas diferenças de pensar e ser e de prestar culto a Deus. Caim era mau, irado e invejoso. Abel era manso e cordato. Ambos resolvem oferecer um sacrifício a Deus: Caim do fruto do seu trabalho e Abel das primícias do seu rebanho. Deus então demonstrou aceitar a oferta de Abel, por ser mais apropriada. Caim, por ciúme e inveja, resolveu matar seu irmão.

Deus pune a Caim e o amaldiçoa e a seus descendentes. Adão tem ainda outros filhos e filhas e morreu com 930 anos de vida. Dentre seus filhos destacamos a Sete, com o mesmo temperamento manso de Abel.
As gerações que sucederam a Sete, continuaram a viver no exercício do culto ao Deus Criador, porque O reconheciam como único Senhor do universo. Por sete gerações esta prática foi mantida, mas as que vieram em seguida não honraram mais a Deus e nem buscaram mais ser bons e mansos como Sete. Foram se tornando cruéis, sanguinários e seus corações se voltaram para toda a prática do mal.

Nesta época, havia 2 raças distintas a saber: a descendência de Caim e a de Sete seu irmão.  Pela contínua prática da maldade atraíram a cólera de Deus e a miscigenação dos descendentes de Sete e dos de Caim, produziu uma raça insolente que se gloriava em sua própria força e que calcava aos pés a justiça. Tinham temperamento mau e violento.

Dentre os descendentes de Sete, nasceu Noé, que teve 3 filhos: Sam, Cam e Jafé.
Deus viu a índole de Noé, que era amável, em meio a uma geração corrompida e pelos seus atributos morais, e sua obediência e temor a Ele, incumbe-o de realizar um projeto: construir uma arca de madeira, de 4 andares, onde seriam abrigados ele e sua família, além de um casal de cada espécie de animal existente em sua época.
Esta arca seria o barco que os salvaria de um dilúvio que Deus mandaria sobre a terra, como castigo a toda a humanidade pelos seus desvios de conduta e caráter. Toda raça humana foi assim exterminada e só a família de Noé  fica com vida.
Tinha Noé 600 anos quando veio o dilúvio, uma chuva contínua por 40 dias e as águas alcançaram as mais altas montanhas da terra, exterminando todo ser vivente que não estava dentro da arca.
Depois de cessada a chuva e as águas terem baixado, Noé solta uma pomba e ela volta com um ramo de oliveira no bico. Assim Noé soube que a terra já estava descoberta e não mais inundada pelas águas. Ele, os seus familiares e os animais saem da arca e ele oferece a Deus um holocausto, em um altar que ele construiu. O incenso do holocausto sobe como aroma agradável a Deus, que decide em Seu coração não mais aniquilar o homem, porque vê que o coração do homem tem a semente do mal, intrínseca à sua natureza.

Nessa lição aprendemos que mesmo com esta natureza que tem tendência para o mal, o homem pode decidir em seu coração querer fazer o bem. A natureza má não é determinante na vida do homem. Cabe então a ele decidir querer ser bom, porque ele é dotado por Deus do livre arbítrio: ele pode decidir ser diferente e agir conforme sua decisão e escolha.

A partir disso, todo o mal entre os homens e toda a agressão à natureza seria de responsabilidade exclusiva do próprio homem, com suas atitudes e decisões. Se agissem com amor e respeito ao próximo e à natureza, viveriam bem; senão eles mesmos sofreriam as penalidades de seus males.

Os 3 descendentes de Noé que foram preservados do dilúvio, começaram a se multiplicar e a povoar a terra. Cresceram em número bem como em conquistas de terra e em ideias e conhecimento humano racional.
Assim nasceram os descendentes de Noé e começaram a enaltecer seus próprios talentos e suas conquistas, e foram ficando orgulhosos de si mesmos e não atribuíram a Deus esses feitos ao capacitá-los para tal.
Eles decidiram então, construir uma torre bem alta, que chamaram Babel, alta o suficiente para protegê-los e enaltecer assim o seu orgulho. Construíram então, na região de Sinear, de tijolos e cimentada com betume, esta torre. Nesta ocasião, todos falavam a mesma língua e tinham a mesma intenção de criar um tributo a eles mesmos.

Deus, então, faz com que a única língua que falavam se multiplicasse de tal modo que uns não entendiam mais os outros gerando assim desagregação nas ideias. Esta confusão, fez com que os projetos dos homens já não fossem mais feitos com unidade de pensamentos; cada um pensava de um modo e cada um falava de um jeito. Babel, que significa confusão, acabou se concretizando no meio dos homens, não só como uma torre, mas também como um estilo de viver. Este lugar então se chamou Babilônia.

Com a diversidade de línguas e de pensar, os homens se dividiram em colônias e cada colônia se estabeleceu em um lugar diferente na terra, dando origem aos diversos povos, línguas e nações que surgiram na face da terra.
As gerações dos filhos de Noé povoaram estes diferentes lugares para onde foram e ali se estabeleceram, cresceram e continuaram suas conquistas, mas agora de modo corporativista e não cooperativista.  Surgiram então as primeiras brigas por territórios e por obtenção de poder sobre os homens.
Os filhos de Jafé se estabeleceram na Ásia dando origem aos gálatas, citas, gregos, medas, úberos, capadócios, trácios, frígios, tarsianos e chiprianos.
Os filhos de Cam ocuparam a Síria e todos os países além dos montes do Líbano até o oceano, dando origem aos etíopes, egípcios, líbios, africanos, fenícios, cananeus e sidônios.
Os filhos de Sem estenderam seus domínios desde a Assíria a partir do rio Eufrates e o oceano Índico, dando origem aos persas, assírios, caldeus, sírios, lídios e hebreus.

Dentre os hebreus, foram amaldiçoados por Noé, os descendentes de seu filho Cam, porque certa feita, tomando Noé o fruto da sua vinha, se embebedou e ficou nu. Seu filho Cam, o mais novo, vendo-o naquela situação, zombou dele e o expôs aos irmãos, que ao contrário, cobriram a sua nudez.

Dos filhos de Sem, chegamos a Naor, que gerou a Tera, e que foi pai de um homem chamado Abrão. Tera, além de Abrão, gerou a Naor e a Arã. Este último morreu em Ur na Caldéia, e deixou um filho chamado Ló e duas filhas, Sarai e Milca. Abraão desposou Sarai e Naor desposou Milca. Tera tendo sofrido muito na Caldéia pela perda de seu filho Arã, deixou sua terra e foi com a família para Harã na Mesopotâmia.

De Naor, nasceram 8 filhos e entre eles Betuel que teve um filho de nome Labão e uma filha de nome Rebeca.

Abrão, não tendo filhos pela esterilidade de sua mulher Sarai, adotou a Ló, filho do seu irmão Arã. ( A CONTINUAR….)

 

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RACCHEL VIEIRA MOTTA – EBD-IEBV
TRABALHO APRESENTADO NO CURSO DE "BACHAREL EM TEOLOGIA – FATEFÉ/CCM" -

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