A HISTORIA DOS HEBREUS! – RESUMO DO LIVRO DE FLÁVIO JOSEFO – PARTE 2

A HISTORIA DOS HEBREUS! – RESUMO DO LIVRO DE FLÁVIO JOSEFO – PARTE 2

(Resumo do Livro “A História dos Hebreus” de Flávio Josefo com 1568 Páginas – 2ª. Parte Resumo):

Certo dia Abrão recebe uma ordem de Deus, para deixar sua parentela e a casa do seu pai, e seguir para uma terra que o próprio Deus iria lhe mostrar. Sai então, com sua mulher e com seu sobrinho e todos os seus servos e seus bens em obediência ao seu Deus. Tinha a idade de 75 anos nesta ocasião.

Entre os seus antecedentes, que eram politeístas, Abrão se destacou por crer na existência de um único Deus e Senhor, que criara todo o universo e em cujas Mãos estavam os nossos destinos.

 Ele entendia que os homens só poderiam ter vitória se dependessem desse Deus e buscassem a Sua face para adorar. Ele sabia e cria que todo homem, pode ter dias felizes, como obra atribuída unicamente a bondade desse Ser Todo Poderoso, e não pelos seus próprios esforços pessoais. Ele compreendeu, ao observar o firmamento e as leis que regem a terra e seu ciclo de vida, que tudo isso era obra de um poder superior, criador e regulador de todas essas leis, e sem esse poder, Deus, toda a criação cairia em desordem e caos. Tudo então estaria em absoluta sujeição a este Deus, criador e sustentador de todas as coisas. Esse pensamento dele agradou imensamente a Deus.

O pai de Abrão era Tera, descendente de Sem, filho de Noé. Era Tera natural de Ur, na Caldéia. Abrão tinha se casado com Sarai e ela era estéril. Certo dia Tera, depois da morte de seu filho Harã, tomou seu Abrão e sua mulher, bem como seu filho Naor e seu neto Ló, que era filho de Harã, e saiu com eles de Ur, para se dirigirem para a terra de Canaã. Chegando a Harã, ali fizeram morada.

Depois da morte de Tera, em Harã, foi que Deus se apresenta a Abrão e lhe faz uma revelação, dizendo que Ele iria fazer de Abrão uma grande benção, e que Ele iria abençoar a todos os que o abençoassem e que iria amaldiçoar a todos os que o amaldiçoassem; prometendo ainda que em Abrão seriam benditas todas as famílias da terra. Deus pede ainda a Abrão que saia de Harã.

Abrão então saiu de Harã rumo a Canaã e andava conforme o Senhor ia se revelando a ele, levando consigo somente a sua esposa Sarai e seu sobrinho Ló. Chegando ele a um lugar chamado Siquém, perto de um carvalho, em Moré, Deus lhe apareceu e lhe disse que à descendência de Abrão Ele iria dar a terra em que ele iria chegar.

Abrão então edificou ali um altar de adoração a Deus que lhe conduzia os passos. Ao sair dali, vai se estabelecer ao oriente de Betel e então edificou outro altar a Deus, invocando ali o nome do Senhor. Abrão tinha em seu coração, sempre que era visitado por Deus, fazer atos de adoração a este Deus, e outro altar é erigido em louvor e rendição a Ele. Por toda a sua vida, Abrão erigiu vários altares em adoração ao Deus que lhe aparecia e falava com ele.

Então Abrão e sua comitiva  se estabeleceu na terra de Canaã, hoje Judéia, onde a sua posteridade, anos depois, se multiplicou incrivelmente, conforme a promessa que Deus lhe fizera.

Com o tempo, Canaã então é assolada por uma grande fome e Abrão sabendo que no Egito havia fartura de alimentos, resolveu ir para lá com sua esposa e seu sobrinho e seus bens. Sabendo que Sarai era mui formosa e por medo dos egípcios tomarem a sua mulher e o matarem, disse a todos que ela era sua irmã. Realmente Sarai chamava a atenção dos egípcios pela sua beleza e aconteceu que os príncipes de Faraó a viram e comentaram com  o rei sobre ela, enaltecendo sua formosura.

Faraó então manda trazer Sarai para seu palácio e tratou muito bem a Abrão por entender que ele era irmão dela. Abrão prosperou adquirindo ovelhas, bois e jumentos, além de comprar vários servos e várias servas.Mas Deus, certo dia, feriu a Faraó e a sua casa com pragas, por causa de Sarai e Faraó ao saber que a causa das pragas era a ira divina, por ter ele tomado a mulher de Abrão, chamou-o e o repreendeu porque Faraó não sabia que Sarai era mulher dele. Abrão contou porque mentira e Faraó manda Sarai de volta para ele e pede que eles saíssem do Egito.

Abrão então deixa o Egito, e volta para sua terra, saindo do Egito com tudo o que tinha conquistado, bem como a sua família, escravos e todos os seus bens.

Ao retornar a Canaã, Abrão divide a terra com Ló, e lhe dá uma oportunidade de escolher que porção da terra queria ficar, porque também Ló tinha crescido muito com seus bens. Ló escolhe então as campinas ao longo do rio Jordão, região próxima a cidade de Sodoma e Abrão fica com as terras ao pé das montanhas para não haver briga entre seus pastores e os de Ló.

Tão logo Abrão se apartou de seu sobrinho Ló, ele ao seguir o caminho das terras ao pé das montanhas, o Senhor lhe aparece e diz que estava confirmando a promessa feita a ele anos antes, e que as terras que ele escolhera, elas seriam da sua descendência. Abrão então vai para Hebrom e faz ali a sua habitação, junto aos carvalhos de Manre e ali, mais uma vez, ele edifica um altar de adoração a Deus.

O país de Sodoma e Gomorra era muito populoso e rico, e era governado por 5 reis. Os assírios então atacam a região com um poderoso exército, e levam Jó cativo. Abraão, ao saber da derrota dos reis de Sodoma e Gomorra e do cativeiro de seu sobrinho Ló, resolveu ajudar aos habitantes de Sodoma e Gomorra e irrompeu contra os assírios e assim libertou Ló e os demais cativos.

O rei de Sodoma foi até Abrão para lhe prestar um tributo de gratidão e também assim o fez Melquisedeque, sacerdote de Deus e rei de Salém, que mais tarde se tornou Jerusalém. Ele recebeu a Abrão com honras, lhe deu pão e vinho e a benção sobre a sua vida. Em contrapartida, Abrão deu-lhe o dízimo de tudo que possuía, por ser Melquisedeque sacerdote do Deus Altíssimo que Abrão adorava.

Deus muito se agradou da conduta de Abrão, bem como do seu modo de viver, e em visão se apresenta a ele dizendo que não o deixaria e que seria sempre seu escudo e galardão, além de reafirmar que a sua descendência seria numerosa. Abrão retruca com Deus e diz como seria isso possível se ele ainda não tinha filhos e nem poderia tê-los por ser sua mulher estéril?

Deus então, lhe faz uma promessa de lhe dar um filho e que sua posteridade seria tão grande quanto às estrelas do céu. Deus então faz uma aliança com ele e pede que ele faça um sacrifício de uma bezerra de 3 anos, uma cabra e um carneiro da mesma idade, e que estes seriam divididos ao meio e além disso, uma rola e uma pomba oferecidas por inteiro. Nesta aliança, firmada entre Deus e Abrão, Ele estabelece que a descendência dele  seria peregrina e escrava em terra estrangeira por 400 anos, mas depois disso voltaria para Canaã. Deus, em forma de fogo, passa por entre as partes dos animais divididos, no lugar do holocausto, ratificando assim sua aliança com Abrão.

Com o passar dos anos, como a esposa de Abrão, Sarai, não engravidava, Abrão passou a ouvir o conselho dela, o de coabitar com a sua escrava . Então ele coabita com Agar, a escrava egípcia de Sarai sua mulher, e a escrava tem um filho a quem ele chamou de Ismael.

Depois de Agar ter engravidado, Sarai começou a desprezá-la e humilhá-la e isso culminou em se desfazer dela e manda-la embora da sua tenda. Agar, então desesperada, vai para o deserto, e de repente, um anjo do Senhor lhe aparece estando ela junto a uma fonte e lhe diz para ela voltar para Sarai e se humilhar perante ela, porque Agar iria ter um filho e este seria como um jumento selvagem entre os homens e viveria em disputa entre eles. Agar então fez como o anjo lhe ordenara e voltou para junto da sua ama e se humilhou ante ela.

Tempos depois, Agar tem um filho, quando Abrão, o pai, tinha 86 anos de idade e ele, que se chamou Ismael, foi crescendo junto com eles.

Quando Abrão tinha 99 anos, o Senhor lhe aparece e lhe muda o nome para Abraão, que quer dizer: “pai de muitas nações”. O Senhor voltou a confirmar com ele o pacto que fizera antes, quanto à sua descendência. O anjo também mudou o nome de Sarai para Sara e promete a ela um filho.

Ela se ri do que o anjo diz e Abraão também, porque ele estava próximo de fazer 100 anos e Sara estava com 90 anos.

 O anjo ainda lhe diz que não seria Ismael o herdeiro da promessa da descendência, mas sim do filho que Sara teria, e que deveria se chamar Isaque, e que nasceria no ano vindouro. De Isaque é que se cumpriria a promessa da descendência feita a Abraão.

Deus operou o milagre que o anjo anunciara e Sara engravidou e deu à luz a Isaque, e com 8 dias o circuncidou.

Isaque passou a ser o que Abrão tinha de mais caro. Certo dia, Deus para provar a fidelidade de Abraão a Ele, ordenou-lhe que sacrificasse seu filho sobre o monte Moriá e assim ele testemunharia que obedecia a Deus acima de qualquer outra coisa. Ele ao obedecer, mostraria sua obediência a Deus, mesmo tendo que sacrificar o que ele mais amava no mundo.

Assim fez Abraão e na hora de imolar seu filho, Deus o impede com um brado, e fala para ele não matar seu filho, porque ficara provado o quanto ele confiava  e amava a Deus. Um carneiro, provido pelo próprio Deus, é então oferecido a Abraão, que o sacrifica em lugar do seu filho.

Algum tempo depois, Sara morre e foi sepultada em Hebrom.

Isaque, aos 40 anos, se casa com Rebeca, filha de Betuel, que era filho de Naor, irmão de Abraão. Logo depois, Abraão morre aos 175 anos de idade e foi sepultado em Hebrom, junto da sua mulher Sara.

Rebeca engravida e tem 2 filhos gêmeos: Esaú, mais velho e peludo, e Jacó, que nasceu segurando o calcanhar de Esaú e era liso de pelos. Rebeca se afeiçoa mais a Jacó, porque este era mais caseiro.

Certa feita, sendo Isaque já idoso e sem enxergar direito, pediu a Esaú que lhe preparasse um guisado, porque ele iria dar-lhe a benção de primogenitura, antes de morrer. Assim que saiu Esaú, Rebeca, que ouvira tudo, orienta Jacó que preparasse uma caça e se passasse por seu irmão para receber a benção. Ela então cobre Jacó com pelos da caça, para que este se parecesse com Esaú, que era peludo, e se apresentasse a Isaque. Assim Jacó recebe a benção destinada a seu irmão, valendo-se do estratagema da sua mãe.

Assim que chega Esaú, com o guisado, vê que seu pai tinha sido enganado e dado a benção primeira para Jacó.

Então Esaú se irou muito contra Jacó, de tal modo que sua mãe o envia para seus parentes na Mesopotâmia, com medo do que Esaú poderia fazer a Jacó. Jacó vai trabalhar agora para Labão, irmão da sua mãe. Se casa com as 2 filhas de Labão, Léia e Raquel. Seu amor, porém, sempre foi Raquel, por quem ele trabalhou 14 anos para ter o direito de se casar com ela.

Como Jacó fizera com seu pai, enganando-o ao se passar por seu irmão, para receber a benção a primogenitura, assim também Labão fez com ele, dando-lhe Léia em casamento, quando o prometido era se casar com Raquel. Léia era a mais velha. Depois de Jacó ter trabalhado 7 anos para ter Raquel como esposa, vê-se enganado pelo sogro que lhe deu Léia em lugar de Raquel.

Jacó vai ter com Labão e lhe tirar satisfação da trapaça e Labão lhe disse que a mais velha tinha que se casar antes, como era costume de seus antepassados. Depois disso ele teve de trabalhar outros 7 anos para Labão, para ter direito a casar com Raquel, a sua amada.

Raquel, porém, era estéril e sua irmã Léia era muito fecunda. Os filhos de Jacó que nasceram quando ele estava trabalhando com Labão foram: Ruben que era filho de Jacó com Léia; Simeão, filho de Jacó com Léia; Levi, também filho de Jacó com Léia; Judá, filho de Jacó com Léia; Dã, filho de Jacó com  a serva de Raquel, chamada Bila; Naftali, filho de Jacó com a serva de Raquel; Gade, filho de Jacó com a serva de Léia, chamada Zilpa; Aser, filho de Jacó com a serva de Léia; Issacar, filho de Jacó com Léia; Zebulom, filho de Jacó com Léia; Diná, filha de Jacó com Léia. Todos esses anos, Raquel não lhe dera filho nenhum e ela orou muito a Deus, que por um milagre a torna fértil e ela tem um filho, o primeiro, a quem chamou José.

Depois que Raquel deu à luz, Jacó pede a seu sogro Labão para deixa-lo ir com sua família para sua terra, mas Labão, sabendo que ia perder uma pessoa muito trabalhadeira e que o tinha feito prosperar, não permite e pede que ele fique mais um tempo. Jacó aceita, e nesses anos, ele enriqueceu muito, multiplicando os seus animais de modo extraordinário.

Jacó, nessa sua caminhada na casa de Labão, aprendeu a não ser mais enganador, mas a honrar com a sua palavra e ser cumpridor de suas obrigações e de mudar a sua conduta para agradar ao Deus que os seus pais adoravam e que ele conhecera também. E como seu avô, Abraão, Jacó ergueu altares ao Senhor, para adorá-lo e fazer alianças com Ele.

O ultimo filho de Jacó, foi com Raquel, chamou-se Benjamin, e nasceu quando estavam quase chegando a Efrata, na sua terra. Ao nascer, Raquel teve problemas no parto e ela veio a falecer. Jacó pranteou por dias a sua amada.

Jacó ao todo então, teve 12 filhos e 1 filha, Diná, de suas mulheres e de suas concubinas. Depois de 20 anos servindo a Labão, ele possuindo muito gado e bens, resolve voltar para a casa dos seus pais, em Canaã. Contudo havia uma grande questão familiar pendente, seu irmão Esaú, e Jacó entendeu que precisava resolver isso ao chegar a Canaã.

Sabia que teria que enfrentar, porém, a ira de seu irmão Esaú, a quem ele nunca mais vira.

 E com esta preocupação, ora a Deus por uma benção nesse sentido. Ao passar pelo vau de Jaboque, apareceu-lhe um anjo e ele lutou com este anjo até que a benção que ele precisava lhe fosse concedida. Não só prevaleceu na luta com o anjo, como teve o seu nome mudado para Israel, que significa “o que resistiu a um anjo”. Este lugar se chamou Peniel, isto é, “vi Deus face a face”.

Finalmente Jacó encontra-se com Esaú, que lhe perdoou e se abraçaram e viveram em paz um com o outro pelo resto de seus dias. Jacó não viu mais em vida a sua mãe, mas seu pai Isaque ainda era vivo, quando ele regressou a Canaã.

Jacó prosperou muito, sob o favor de Deus e viveu em Canaã com seus filhos, sendo os mais novos, José e Benjamin, filhos da sua amada Raquel. Dos filhos de Jacó, o que ele mais amava era José e isso trouxe rivalidade e ciúmes entre os demais irmãos em relação a José.

Jacó tratava a José como a um filho especial e isso o tornou mimado. Jacó, por ser idoso, já não era severo com ele como fora com os demais filhos. Tinha para com ele um tratamento diferenciado, o que fez com que José tivesse defeitos no caráter que não estavam sendo corrigidos, mas relevados.

Certa feita, José tem  2 sonhos onde ele era reverenciado pelos irmãos e pais. Esta foi a interpretação dada aos seus sonhos onde sol, lua e estrelas se inclinavam a José. Isso acendeu a ira e inveja dos irmãos e planejam então matá-lo. Quando um dia, José vai ver seus irmãos, que estavam cuidando do rebanho no campo, estes tramam contra a vida dele, mas receando o castigo divino, não o matam, mas o vendem para uma caravana de midianitas que ia para o Egito, por 20 moedas de prata.

Seus irmãos, antes de entrega-lo aos midianitas, tiram a sua túnica que seu pai lhe fizera, matam um cabrito e mancham a túnica com o sangue do animal e foram para seu pai mostrar a túnica, dizendo que tinham achado. Perguntaram a Israel, de modo fingido, se era essa a túnica de José. Israel reconheceu a túnica de seu filho e logo ao ver suja de sangue, supôs que uma fera o havia devorado. Israel rasgou as suas vestes e por dias lamentou a morte de seu filho José. Seus filhos quiseram consolá-lo, mas ele estava inconsolável.

Enquanto isso, os midianitas ao chegarem ao Egito, venderam José como escravo, para Potifar, oficial e capitão da guarda de Faraó, rei do Egito.

José passa então por vários embates e lutas no Egito, mas necessárias para o fazerem amadurecer e crescer na dependência de Deus. Ele aprendeu a conviver com as oposições e situações extremamente difíceis, mas sempre esperando no livramento de Deus e crendo que um dia seus sonhos se tornariam realidade.    ( A Continuar )

 

racchel_motta_foto

RACCHEL VIEIRA MOTTA – EBD-IEBV
TRABALHO APRESENTADO NO CURSO DE "BACHAREL EM TEOLOGIA – FATEFÉ/CCM" -

Share