A HISTORIA DOS HEBREUS! – RESUMO DO LIVRO DE FLÁVIO JOSEFO – PARTE 3

A HISTORIA DOS HEBREUS! – RESUMO DO LIVRO DE FLÁVIO JOSEFO – PARTE 3

(Resumo do Livro “A História do Hebreus”, de Flávio Josefo, com 1568 Páginas – 3ª. Parte do Resumo)

 

Na casa de Potifar, que era capitão da guarda de Faraó, no Egito, José foi levado como escravo. Cresceu em seu trabalho realizado na casa dele de tal modo que Potifar, um dia, o coloca como mordomo da sua casa, dando a ele o controle e administração de tudo que tinha.

Certa ocasião, a mulher de Potifar quis ter relações sexuais com José, por ser ele muito formoso de porte e de semblante. Ele se recusa e foge dela, mas ela lhe toma a capa que se rasgou ao puxa-lo e arma uma trama contra ele, pois estava irada por ele a ter recusado. Quando seu marido chega em casa, ela lhe mostra a capa rasgada e diz que foi tentando se livrar de José que a tinha forçado  a dormir com ele.

Potifar dá crédito às palavras da sua mulher e condena José à prisão. Ele nada pode fazer além de argumentar que não era verdade o que a mulher estava falando. Era a sua palavra contra a dela.

Depois de José ter sido acusado por Potifar e de ser  preso, ele conhece pessoas na prisão que seriam usadas, um dia, para fazê-lo sair de lá. Tratava bem a todos ali e fez amizades, com seu cativante jeito de ser. Um dia decifrou os sonhos de um copeiro-mor e um padeiro do rei, que estavam presos também. Deu o discernimento dos sonhos para cada um deles.

Tudo aconteceu conforme ele predissera, com relação aos 2 personagens e seus sonhos, porque Deus tinha propósitos em sua vida, através desse acontecimento.

O padeiro é morto e o copeiro é libertado e volta a servir ao rei. Certa noite, Faraó, rei do Egito, tem 2 sonhos e acorda temeroso e angustiado com os sonhos. Seus sábios não conseguem decifrá-los. Já estava José há 2 anos na prisão, quando Faraó sonhou que estava em pé junto ao rio Nilo e de repente, subiram do rio 7 vacas formosas à vista e gordas e logo depois delas, também subiram 7 vacas feias e magras e paravam junto às outras vacas bonitas à margem do rio. Subitamente as 7 vacas magras devoraram as 7 gordas. Faraó acordou transtornado e ao voltar a dormir tornou a sonhar e agora eram 7 espigas cheias e sadias que brotavam de um mesmo pé e depois delas, brotavam outra 7 espigas miúdas e queimadas, e estas miúdas devoravam as 7 espigas cheias e sadias.

Faraó ao acordar de manhã, estava abatido e muito perturbado sem entender estes sonhos. Mandou chamar os adivinhos do Egito e os sábios em prognósticos, contando-lhes os 2 sonhos, mas nenhum deles conseguia interpretar os seus significados. A notícia se espalhou no palácio, que os sábios do Egito não estavam conseguindo adivinhar os sonhos e trazer resposta ao rei quanto ao significado deles.

 O copeiro-mor que tivera preso e teve seu sonho interpretado por José, se lembra dele e fala a Faraó do que ocorrera com ele e com o padeiro, na prisão. Fala de como José interpretara os sonhos deles e tal e qual aconteceu.

Faraó manda trazerem José, que estava na prisão, para sua presença e José só interpreta os sonhos de Faraó e lhe dá a solução para o que os sonhos significavam: 7 anos de fartura seguidos de 7 anos de escassez. Como solução, ele sugere que se fizessem depósitos para toda a colheita nos tempos de fartura  que iriam acontecer, para que depois na escassez, esta colheita  farta fosse administrada com rigor e todos pudessem sobreviver aos anos ruins que viriam.

 Faraó ficou  impressionado com a sabedoria de José e o coloca como primeiro homem do Egito, depois de Faraó, com plenos poderes para  realizar seu projeto, para passarem de modo equilibrado o tempo de escassez que viria. Dá a José honras e poder para tomar toda a decisão necessária para realizar esse projeto.

José se casou com Asenate e teve 2 filhos: o mais velho chamou-se Manassés ( que significa esquecido) e o segundo chamado Efraim ( que significa restabelecimento). Com isso José dizia que se esqueceu do seu opróbrio passado até aquele momento e se restabeleceu com uma nova identidade forjada agora pelas lutas vencidas. Era agora um homem não mais mimado, mas apto para dar vida aos sonhos de Deus para ele. Agora estava maduro para viver estes sonhos dados a ele tantos anos antes por Deus, em quem ele sempre confiou e esperou.

Os 7 anos de abundância se passaram e a fome  na terra se espalhou e chegou até Canaã. Quando Jacó soube que no Egito tinha mantimento e cereais, manda para lá os seus filhos, exceto Benjamin, o mais novo. Ao chegarem ao Egito, para comprarem o mantimento, têm de se reportar a José, que logo os reconheceu, mas eles não o reconheceram, por causa da sua fisionomia mudada bem como as suas indumentárias e pelo cargo que ocupava. Até porque para eles José tinha morrido!

José finge não os conhecer e os acusa de serem espiões. Arma uma cena para eles, que receosos se justificam que são hebreus, filhos de um pastor de Canaã, que já é idoso e ficou lá com outro irmão, mais novo. Eles contam que eram 12 irmãos, mais um tinha morrido o que trouxe muita dor para o pai.

Assim José soube que seu pai ainda era vivo. Manda prender seus irmãos e como estratégia para vê-los novamente, libera-os 3 dias depois com uma condição:  ficaria um dentre eles e os demais iriam com o trigo comprado, mas voltariam com o mais novo para poderem resgatar o que ficaria ali.

 A ordem deixou-os atônitos! Discorreram entre eles, em hebraico, que estavam passando por tudo aquilo como castigo divino, pelo que fizeram com José. Estavam desesperados. Como voltar sem um irmão? O pai poderia morrer pois já tinha sofrido demais com a perda de José!  Este, que estava entendendo tudo o que os irmãos falavam, se retirou sozinho para chorar.

Assim os dez irmãos partiram para Canaã. Tão logo chegaram contaram ao pai o ocorrido e como tiveram que deixar Simeão no Egito, para então voltarem com Benjamin, na próxima ida lá. Jacó ficou muito pesaroso, mas, dias depois, enviou seu filho mais moço com eles, quando voltaram para resgatar Simeão. Levaram também  presentes para José e o dobro do dinheiro da vez anterior.

Chegaram então ao Egito e entregaram a José os presentes, dizendo terem sido mandados pelo pai. José resolve então fazer uma ceia na sua casa e os convida. Trata-os bem e os despede. Prepara mais uma vez um estratagema para eles: ordena aos empregados para colocarem no saco do mais novo, Benjamin, sua taça que ele usara no banquete em sua casa na presença deles.

Ao raiar do dia, todos eles partem, juntos outra vez para a casa do pai. De repente, chega uma guarda egípcia e os acusa de terem sido ingratos ao roubarem a taça de José.  Eles se surpreendem e negam com veemência o fato. Sugerem então aos guardas para os revistarem e também revistarem a seus sacos e pertences e que podiam prender a quem fosse achado com a tal taça.  Isso é feito e ao revistarem o saco de Benjamin acharam  a taça nele. Eles prendem o moço e o levam de volta para José. Seus irmãos resolvem segui-los para ver o que fariam a Benjamin. Ao encontrarem José, se desculparam e se colocaram a disposição para que José os castigasse, mas que livrasse Benjamin.

Eles se humilharam, suplicaram e se lançaram aos seus pés rogando pelo mais novo, para que José não o castigasse, porque estavam receosos com o pai quando soubesse do ocorrido.

José então manda seus empregados saírem e dá-se a conhecer aos seus irmãos. Abraça-os e estes perplexos não sabem o que falar!  José disse para eles que entendia que tudo o que passara foi permissão de Deus para que todos pudessem conservar suas vidas e que Deus estava no controle de todo o ocorrido, fazendo da situação de morte se transformar em vida e benção. Perdão, reconhecimento do erro e reconciliação foram as atitudes que nasceram deste encontro.

Eles voltam para Canaã, com júbilo, e eles contam ao pai Israel o ocorrido. Qual não foi o coração deste pai, que saltou de alegria, ao saber que seu filho José estava vivo! Que ele não morrera, mas Deus o conservara em vida para dar vitória a essa história que poderia terminar em tragédia se não houvesse prevalecido o perdão e o amor.

Jacó então decide, com setenta pessoas da sua parentela, deixar Canaã e ir para o Egito porque a fome ainda duraria alguns anos. Ele encontra José, seu filho amado e se estabelece na região de Gósen com a sua família, e ainda viveu ali por 17 anos.

No Egito, falou Deus a Jacó ou Israel, em visões noturnas, confirmando a ele a promessa que fizera aos seus pais, de que a sua descendência seria uma grande nação e disse que depois de estarem no Egito, eles tornariam para a terra de Canaã.

De todos os filhos, netos e concubinas que foram para o Egito com Israel, fora as mulheres de seus filhos, eram de 70 pessoas a comitiva.

Jacó ou Israel morreu velho, com 147 anos, nos braços de seus filhos; antes, contudo, abençoou a cada um deles, inclusive aos filhos de José, como se fossem seus e com espírito profético, predisse o que cada um receberia na terra de Canaã. Pediu que o levassem para ser sepultado em Hebrom, em sua terra.

Os filhos der Israel se multiplicaram no Egito e só saíram de lá depois de 400 anos, conforme Deus dissera a seus pais.

Com o passar dos anos, os filhos de Israel acabaram se tornando escravos no Egito, quando depois de José morrer, outros faraós vieram e não os tinham mais como amigos. Os descendentes de Israel se tornaram assim, inimigos e escravos do povo egípcio.

Quatro séculos mais tarde, quando os hebreus, já muito numerosos, saíram do Egito pela mão de um libertador levantado por Deus, levaram os ossos de José consigo, conforme o desejo dele em vida.

Mas voltando aos filhos de Israel no Egito, sucedeu que com o passar dos anos os hebreus, ao se tornarem escravos dos egípcios, passaram a ser tratados de maneira cruel, ao oprimi-los com trabalhos pesados na construção de canais, muralhas, cidades, templos, pirâmides, entre outros projetos de engenharia no Egito. Muitos israelitas eram mortos de exaustão pelos trabalhos forçados e de maus tratos pelos capatazes de Faraó.

Começou a correr entre os egípcios, uma lenda que, neste tempo haveria de nascer um menino entre os israelitas, com virtudes tais que seria para honra e exaltação do seu povo e para humilhação do Egito. O rei, preocupado com esses boatos, publicou um edito, na qual ordenava que se devesse afogar todo menino hebreu, nascido daquela data em diante. Não sabia ele que não se pode resistir à vontade de Deus e de seus desígnios.

Um hebreu de nome Anrão, ao saber que sua mulher, Joquebede, estava grávida, ficou preocupado e procurou esconder a gravidez da sua esposa.

 Ela deu a luz e as parteiras egípcias nem ficaram sabendo, e assim ela não foi denunciada, já que lhe nasceu um varão. Resolveram, para não correrem riscos de ver  a criança morta, colocarem o menino num berço de juncos e betumado por dentro e por fora e o colocaram no rio, deixando que Deus desse um destino ao menino.

Miriam, irmã do menino, acompanhou o berço à distancia, para ver o que sucederia com ele. Nesta hora, estava se banhando, mais abaixo no rio, a filha do rei, que ao avistar o berço com a criança, manda o pegarem no rio. Ao ver o menino, logo se afeiçoou a ele e resolveu leva-lo para o palácio.  Como a princesa entendeu ser um recém-nascido, e que precisaria de uma ama para amamentá-lo, logo procurou alguém que ajudasse nessa tarefa.

 Miriam aparece nessa hora e se oferece para achar alguém para dar leite ao menino, entre as hebreias. Assim  sua mãe é trazida para a princesa e ela mesma amamentou e cuidou do menino, que se chamou Moises, isto é, salvo das águas.

Moises foi a sétima geração desde Abraão, porque seu pai era filho de Coate, filho de Levi, filho de Jacó, filho de Isaque e filho de Abraão.

A medida que Moises crescia, demonstrava inteligência acima do que se esperava para a sua idade. Ele foi adotado pela filha do rei e era criado em toda a sabedoria e ciência do Egito. Cresce destemido e bravo guerreiro.

Certa vez, ele viu um soldado egípcio oprimindo alguém do seu povo com chibatas e açoites, então ele luta contra o soldado egípcio, matando-o. Este fato foi parar  nos ouvidos do Faraó, que por já não estar tolerando mais os efeitos heroicos de Moises, fazendo com que o povo o idolatrasse, resolveu mata-lo.

Ao saber disso, Moises foge para o deserto de Midiã, a beira do mar Vermelho e ali estabelece morada. Certo dia, estando ele junto a um poço, chegaram também ali as filhas de um sacerdote, chamado Jetro ou Reuel, para buscar água para seus animais. Alguns pastores que ali estavam vendo as mulheres, as maltrataram e tomaram suas vasilhas com água. Moises, ao ver tudo isso, lutou com esses pastores e libertou as moças. Elas foram contar ao pai o incidente e este chamou Moises para morar com eles.

Mais adiante Moises se casa com uma das filhas de Jetro, Zípora, que lhe deu um filho a qual chamou Gerson. Moises cuidava do rebanho de seu sogro e certo dia quando conduzia os animais perto do monte Horebe, tem uma experiência maravilhosa. Ele vê um arbusto, uma sarça, que ardia sem se consumir pelo fogo, e seus ramos ficavam intactos mesmo com todo o fogo. Atônito, se aproximou e ouviu uma voz que parecia emergir da sarça e fala com ele, pedindo para tirar os sapatos por ser aquele lugar santo.

Deus, quem falava com ele, se apresentou como o Ser Todo Poderoso, lhe incube de uma missão: ir ao rei do Egito para pedir que livrasse o povo hebreu do cativeiro das suas mãos, porque o povo tinha orado e pedido esse livramento a Deus. Ele disse a Moises que confiasse Nele, porque Ele mostraria seu poder como Deus Poderoso e esse poder seria manifesto a todos os egípcios e hebreus.

Então Deus lhe dá sinais de quem Ele era, com 3 provas sobrenaturais para que Moises não duvidasse de quem estava o comissionando para a missão. Nessas 3 provas, Deus opera milagres que deixaram Moises convencido que estava diante do Deus Todo Poderoso mesmo.

Deus transforma seu cajado em serpente e depois em cajado novamente; Deus transforma a mão de Moises em carne leprosa e logo depois cura e torna sua mão sã novamente; e por último Ele orienta que Moises tome das águas do rio e derrame sobre a terra seca e as águas se transformaram em sangue. Nesta ocasião, já tinham se passado tantos anos, que já tinha morrido o Faraó que queria matar Moises, quando este fugira do Egito.

Moises desce do monte e conta ao seu sogro o ocorrido e pede sua benção para partir e volta então para o Egito, para cumprir a missão que Deus lhe confiara. Parte com sua mulher e seus filhos e com a vara com que o Senhor Deus fizera o milagre de transformar em serpente, no monte Horebe.

Por ordem de Deus, Arão seu irmão, vem encontrar-se com ele, e este contou a Arão tudo o que Deus falara com ele no monte e como Arão estaria também junto com Moises nesta empreitada. Começou ai a nascer a esperança de libertação do povo hebreu do cativeiro egípcio.

Assim foi Moises ter com Faraó, contou-lhe quem era e o que tinha como missão: libertar o seu povo tirando-o do Egito, por ordem do Deus Todo Poderoso.

Faraó zombou de suas palavras e disse que jamais deixaria ir o povo escravo. Moises faz na sua frente seu cajado se transformar em cobra, para que ele soubesse quem era Deus e os magos egípcios fazem o mesmo, porem a serpente de Moises engole as serpentes dos magos.

Faraó ao invés de se convencer, se enfurece ainda mais e endure seu coração aumentando ainda mais os trabalhos forçados do povo hebreu. Moises queixa-se a Deus, que o manda novamente a presença de Faraó para dizer que ele seria o responsável pelas desgraças que aconteceriam ao povo egípcio com a sua dureza de coração em não deixar o povo sair em paz.

Assim, dez pragas se sucederam, uma a uma no Egito, a saber: as águas que se tornaram em sangue, a proliferação de rãs, os piolhos e moscas, a peste nos animais e úlcera nos homens, a saraiva, os gafanhotos, as trevas e por último, a morte de todos os primogênitos.

A cada praga, Faraó ao ver seu povo sofrendo, cedia e assentia em deixar sair os hebreus, mas tão logo a praga cessava ele voltava atrás na sua palavra e os impedia de sair.

Antes da ultima praga ocorrer, Deus orientou Moises que no dia 10 do mês corrente, que seria então o primeiro ano do mês para os hebreus, cada um tomasse um cordeiro sem mácula, macho de um ano e o guardaria até o decimo quarto dia, onde deveriam  sacrificá-lo à tarde, tomando o sangue do animal e passando nos umbrais e vergas das portas de cada casa.

Isso serviria de sinal para quando a ultima praga ocorresse, o anjo da morte, ao ver esse sinal do sangue, não entraria nestas casas para matar o primogênito. Uma vez feito isso, eles então comeriam o cordeiro e queimariam tudo que restasse do alimento e se preparariam para partir, logo depois da passagem do anjo da morte no arraial. Assim foi instituída a primeira pascoa no meio do povo hebreu. Pascoa, que significa “passagem”, porque nesse tempo Deus passara pelo povo hebreu, sem lhes causar dano algum, mas feriu de morte cada casa egípcia lhe tirando o primogênito.

Foi tal a dor e choro que os egípcios suplicam ao rei que deixasse os hebreus irem embora. Faraó então deu permissão deles saírem e os próprios egípcios lhes deram joias e presentes como que para recompensá-los pelo que passaram no Egito, em 400 anos de escravidão.

Os israelitas ou hebreus, partem então, levando consigo os ossos de José, bem como seus animais, mulheres, filhos e bens e caminharam para Baal-Zefom, à beira do mar Vermelho. Eram uma multidão de 600000 homens com suas mulheres e filhos, todos guiados por Moises, que tinha então 80 anos de idade.

Nem bem eles tinham partido, Faraó se arrepende de tê-los deixado saírem e prepara um exercito para partir em perseguição ao povo. Assim os israelitas se veem cercados pelo mar, pelas montanhas e atrás, pelo exercito egípcio. Começaram a acusar Moises de tê-los colocado nessa situação e a incredulidade de seus corações não permite que eles vejam a Mão do Todo Poderoso que estava com eles.

Moises, porém, confiava em Deus e tinha certeza que Ele não os tinha tirado do Egito para morrerem ali na praia.

Ele ora então a Deus, e toma sua vara que usara para fazer tantos milagres,  e toca com ela no mar, que instantaneamente se abriu, criando um caminho em seu leito, onde os hebreus passaram a pé enxuto. Os egípcios fizeram o mesmo, e ao tentarem passar pelo meio do mar aberto, quando estavam todos ali, o mar se fecha e todos foram mortos afogados.

Nesta passagem pelo mar, o povo estava aflito, mas Moises confiava no seu Deus. Ele sabia que Yavé pelejaria a favor deles contra Faraó. Quando Deus deu a ordem depois de Moises ter orado, eles viram Deus operar, mais uma vez, maravilhas por amor a eles, indo contra os egípcios. O povo creu então no Senhor e em Moises seu servo. Moises ao ver este poderoso livramento, compõe um cântico ao Senhor onde ele disse:

“Cantarei ao Senhor porque gloriosamente triunfou lançando ao mar o cavalo e o seu cavaleiro. O Senhor é a minha força e o meu cântico, Ele se tem tornado a minha salvação. Ele é o meu Deus, portanto eu o louvarei e o exaltarei. O Senhor é homem de guerra, Yavé é o seu nome. Lançou ao mar os carros de Faraó e o seu exercito, e os seus escolhidos capitães foram submersos no Mar Vermelho. Os abismos os cobriram e desceram às profundezas como pedras. À tua destra Ó Senhor é gloriosa em poder e destroça o inimigo. Na grandeza da tua excelência, derrubas os que se levantam contra ti  envias o teu furor que os devora como restolho. Os povos ouviram seus feitos e estremeceram. Os príncipes de Edom pasmaram e os poderosos de Moabe tremeram, derreteram-se todos os habitantes de Canaã, caindo sobre eles medo e pavor, pela grandeza do teu braço. Eles emudeceram até que o teu povo passasse Ó Senhor, até que os conduzisse ao monte da tua herança. Este povo que adquiriste e os compraste para os plantar no lugar que as tuas mãos estabeleceram e que aparelhaste para sua habitação! Os cavalos de Faraó, com seus carros e seus cavaleiros entraram no mar mas o Senhor fez tornar as aguas do mar sobre eles porém os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.”

Assim marcharam os israelitas pelo deserto, depois de atravessarem o mar, rumo a Canaã. Com o passar dos dias andando pelo deserto, começaram a murmurar, porque não tinham comida nem água. Os suprimentos tinham-se acabado. Ao invés de orarem pedindo a provisão de Deus, acusam Moises de ser o causador daquela situação e dos males que estavam passando.

Andando pelo deserto de Sur, acabaram seus suprimentos de água e chegaram a Mara, que tinha águas amargas e impróprias para se beber. O povo se inquietou e inquiriu Moises sobre o que iriam beber. Moises ora ao Senhor e toca nas águas de Mara com um galho, e imediatamente as águas ficaram potáveis. Neste lugar o Senhor fez uma declaração de uma ordenança que se fosse cumprida, eles teriam vitória.

 Assim disse Deus ao povo através de Moises:

“ Se ouvires atentamente a voz do teu Deus e fizeres o que é reto diante de seus olhos e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos e guardarem todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios, porque eu sou o Senhor que te sara.”

Mais adiante, depois de se fartarem em Mara, chegaram ao deserto de Sim e o povo começou a ter saudades das comidas, das carnes e do pão que tinham no Egito, porque diziam que lá tinham fartura. Só pensavam no pão que perece e se esqueceram de que eram escravos lá!

Moises ora ao  Senhor e Ele lhe disse que faria chover pão do céu e que o povo deveria colher toda manhã a porção necessária só para um dia, porque a cada manhã se repetiria o milagre. O Senhor ainda disse que à tarde Ele mandaria carne, até eles se fartarem.

Deus então manda codornizes, uma multidão delas, para alimentar o povo. O Senhor Deus também provê uma espécie de orvalho espesso, que servia de alimento ao povo. A cada dia este orvalho caía sobre o arraial para alimentar o povo. Chamaram a isso de maná. Pão que caia do céu todo dia! Faltava, contudo, água.

 Ainda no deserto de Sim, mais a frente acabou a água e houve mais murmurações do povo e Moises mais uma vez ora a Deus por água. Deus então pede a Moises que tocasse uma determinada rocha e falasse à rocha porque dela brotaria água para saciar o povo e a seus animais.

Mas foram tantas as murmurações e acusações do povo afligindo Moises que ele, fica irado e, ao invés de tocar na rocha e falar para que ela jorrasse águas, ele fere a rocha com a vara, batendo nela por 2 vezes. Imediatamente brotou água dela, uma fonte de águas cristalinas, conforme Deus prometera, mas Deus se irou com Moisés pela sua atitude com relação à rocha. Não podia feri-la! Por essa atitude de Moises, ele mais tarde foi penalizado, como comentaremos adiante. Este lugar foi chamado de águas de Meribá, porque ali os filhos de Israel contenderam com o Senhor, pedindo água para beber.

A fama dos hebreus começa a se espalhar pelos povos circunvizinhos, e por temor, deliberaram expulsá-los dali e foram liderados nesse intento pelos amalequitas, que se tornaram inimigos ferrenhos do povo hebreu. Moises entende que precisa organizar o povo em grupos, e coloca líderes sobre estes grupos, para ajuda-lo a conduzir todos pelo caminho até Canaã. Dentre estes líderes, destacou-se Josué, como homem valente e que se submetia a autoridade.

Desde a saída do Egito, este valente homem acompanhava Moises e o servia, aprendendo com ele tudo sobre estratégia de guerra e liderança.

Josué, agora feito general desse povo, lidera-os na batalha contra os amalequitas e os demais povos que tinham se associado a eles.

Moises fica no monte, acompanhado por Arão e Hur, orando para Deus dar a vitória a eles nesta batalha. Assim, eles vencem os amalequitas de maneira inédita, fazendo com que seus inimigos os temessem e vissem que havia algo diferente na vida desse povo: Deus que pelejava por eles.

Várias batalhas foram vencidas, onde Deus lutava com eles, ensinando-os a se fortalecerem como guerreiros, mas acima de tudo, ensinando-os a confiar na provisão de Deus. A cada batalha ganha, Moises levanta altares de adoração e gratidão a Deus.

O povo passa a ser dividido em regimentos de mil, de quinhentos, de cem, de cinquenta, de trinta, de vinte e de dez homens, cada regimento com um líder, um oficial, que seria graduado conforme o número de homens sob seu comando. As questões corriqueiras seriam resolvidas por esses lideres, porém as mais difíceis, eles levariam a Moises para resolver, trazendo assim uma maior disponibilidade de tempo para Moises buscar a Deus.

No terceiro mês, depois que os israelitas saíram do Egito, chegaram ao deserto do Sinai ou Horebe, na Arábia. Então o povo acampou em frente ao monte e Deus mandou Moises subir ao monte e ali lhe dá instruções e manda Moises lembrar ao povo como Ele os tinha tirado do Egito e disse que se o povo ouvisse a voz de Deus, guardando o pacto com Ele, Deus os faria possessão peculiar dentre os povos da terra e eles seriam para Deus reino sacerdotal e nação santa.

Desceu Moisés do monte e convocou o povo e os sacerdotes e lhes falou do pacto da parte de Deus e eles responderam a uma só voz: “Tudo o que o Senhor tem falado nós faremos.”

No monte é que o Senhor se revelava a Moises, dizendo sua vontade e suas instruções para o povo de Israel. Então Moises volta ao monte e fala para Deus do pacto que o povo tinha aceitado. Ele pede então que o povo se santificasse porque em 3 dias Ele se manifestaria diante dos olhos do povo, sobre o monte Sinai.

Assim fez Moises, desceu e pediu ao povo a santificação por 3 dias. No terceiro dia, ouviu-se som de trombeta muito forte e Moises reuniu o povo ao pé do monte, quando eles viram todo o monte fumegar e tremer. Deus mandou Moises subir e advertiu que o povo não poderia subir no monte, mas somente Moises e Arão. Os demais sacerdotes ficariam com o povo ao pé do monte.

 

 

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RACCHEL VIEIRA MOTTA – EBD-IEBV
TRABALHO APRESENTADO NO CURSO DE "BACHAREL EM TEOLOGIA – FATEFÉ/CCM" -

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