O JUDAÍSMO! – A Origem da Religião – Parte 2 – Pr. Pedro Motta

O JUDAÍSMO! – A Origem da Religião – Parte 2 – Pr. Pedro Motta

1.4 Judaísmo

 Josefo (2016), em seu profundo e extenso trabalho sobre o povo Hebreu, realiza uma excelente pesquisa sobre a origem e a historia do povo de Israel, com fatos e relatos importantes sobre a vida do povo escolhido de Deus.
A religião dos judeus é considerada a primeira religião monoteísta no mundo. Ela tem como principal fundamento, a adoração a um único Deus – Yavé.
Para os judeus, Deus fez uma aliança eterna com o patriarca Abraão e dessa forma originou-se o povo hebreu. Assim, partindo de um único homem e uma mulher, sua esposa Sarah, deram origem a um grande povo, até os dias de hoje.
No Velho Testamento da Bíblia, encontramos e podemos compreender a história do povo judeu, sua multiplicação e a sua íntima relação com seu Deus. Tudo isso teve início após a escolha de Abraão, que vivia em Ur na Caldéia. Foi chamado de lá e dirigido até a terra de Canaã na Palestina, seguindo a orientação de Yavé.
Ele gerou dois filhos: Um com uma escrava de Sarah chamada Agar, cujo nome foi Ismael e outro da própria Sarah, o filho da promessa, quando ela já estava muito avançada em idade, sendo denominado Isaque. Esse nascimento foi concebido através de uma obra sobrenatural de Deus, devido Sarah ter ultrapassado em muito o seu período de fertilidade, tornando-se estéril.
De Isaque nasceram os gêmeos Esaú e Jacó. Jacó passou a ser o centro da promessa de Deus a Abraão e teve 12 filhos e uma filha. Os 12 filhos deram origem as 12 Tribos de Israel e foram se multiplicando. Os nomes dos filhos de Jacó são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. A Filha era Diná.
No final do Livro de Gênesis há o relato sobre a ida dos descendentes de Jacó, incluindo ele próprio, quando emigraram para o Egito devido a grande fome na terra de Canaã. No Egito, José, um dos filhos lá estava e era o Governador Geral do Egito. A comitiva era composta de aproximadamente 70 pessoas e sob a proteção de José no Egito, o povo se multiplicou de forma fantástica.

Posteriormente, após a morte do Faraó do Egito, amigo de José e após a morte de José, o povo hebreu passou a ser odiado pelos egípcios devido a sua grande multiplicação e por ocuparem as melhores terras férteis. A situação mudou radicalmente. Aquele povo que fora muito bem recebido no princípio, foi transformado em povo escravizado, sendo continuamente maltratado pela população e pelas autoridades egípcias. Nessa condição de escravidão os judeus viveram aproximadamente 400 anos no Egito, como havia sido revelado por Yavé a Abraão.

Durante o cativeiro, nasceu um menino hebreu de nome Moisés, salvo por sua mãe Joquebede, diante da ordem do Faraó para que toda criança hebreia recém-nascida do sexo masculino, deveria ser morta imediatamente ao nascer.
Joquebede o salvou e em mais uma operação divina, ele foi criado pela filha de Faraó, após ser encontrado boiando num cesto no rio Nilo.
Foi criado e educado para ser príncipe no palácio de Faraó. Aprendeu todo o conhecimento possível da época.

Certo dia, após tomar conhecimento da sua origem hebraica, num momento de ímpeto, decidiu defender um judeu que estava sendo espancado por um oficial egípcio e na luta matou o oficial. Após isso, temendo ser descoberto e punido, fugiu para o deserto.
No deserto, foi preparado pelo Senhor Deus de Israel para libertar o povo hebreu da escravidão do Egito. Viveu no deserto por 40 anos. Posteriormente, foi chamado para ser o libertador do povo escolhido de Deus e para guia-los à Canaã, a terra prometida aos patriarcas.
Houve uma longa negociação com o Faraó, sob a orientação do Deus de Israel e, após sucessivas ameaças, as quais foram integralmente executadas como juízos  pelo Senhor Deus, Faraó foi vencido e libertou o povo hebreu.
Após a vitória, Moisés e o seu irmão Arão seguiram à frente do povo que já somavam aproximadamente dois milhões de pessoas, liderando a marcha da libertação em direção à terra prometida.
No trajeto até Canaã levaram 40 anos peregrinando pelo deserto, devido à desobediência e incredulidade do povo, mas sempre acompanhados, protegidos e guiados por Yavé. De dia havia uma nuvem sobre o arraial do povo para amenizar o calor escaldante e a noite uma coluna de fogo para iluminar e aquecer, como sinal da presença de Deus junto ao Seu povo.

No monte Sinai, num encontro especial com o Senhor, Moisés recebeu os 10 mandamentos e as 613 ordenanças, das mãos de Deus, que formaram a Torah, o livro sagrado dos hebreus.
Nesta ocasião, também receberam todo o projeto para a construção do Tabernáculo, que seria o lugar para a “habitação” do Senhor Deus junto ao seu povo. Posteriormente, já habitando na terra prometida, o Tabernáculo deu origem ao Templo do Senhor, construído pelo Rei Salomão, filho do maior rei de Israel, o Rei Davi.

Principais fatos do Judaísmo e do povo Hebreu:

  •  Adoração a um único Deus, Yavé;
  •  Viviam em obediência a todas as leis e ordenanças citadas na Torah e o Talmude, seus livros sagrados;
  • Faziam sacrifícios de animais preconizados pelo Senhor Deus;
  • Tiveram um grande rei que foi muito abençoado por Deus e que expandiu o reinado e reuniu todo o povo debaixo de uma só liderança, o Rei Davi.
  • Após a sua morte, foi seu sucessor seu filho Salomão que consolidou e ampliou o império herdado. Nessa época foi construído o Templo em Jerusalém, em substituição ao Tabernáculo, passando a ser o lugar de adoração e realização dos sacrifícios de animais como determinava as ordenanças da Toráh, nos mesmos moldes do Tabernáculo.
  •  Jerusalém tornou-se a capital do Reino de Israel unido.
  •  À medida que prosperaram, tornaram-se rebeldes e desobedientes as leis de Deus. Por desobedecerem aos preceitos e mandamentos de Deus, sofreram invasões e foram dominados por povos vizinhos e, outros, invasores;
  •  Após a morte do Rei Salomão, devido a suas constantes desobediências, o reinado de Israel foi dividido em dois reinos. O do norte chamado de Israel e o do sul, chamado de Judá. O primeiro era composto por 10 tribos e o segundo, composto por duas tribos, Judá e Benjamim.
  •  Por se desviarem para a completa rebeldia e idolatria, o reino de Israel foi invadido e dominado pelos assírios, tendo a maior parte do povo sido levado para o cativeiro na Assíria. Essas 10 tribos nunca mais retornaram ao território de Canaã. Fala-se das 10 tribos perdidas de Israel, até os dias de hoje.
  •  Por ter seguido o mesmo caminho dos seus irmãos do Norte, apesar dos inúmeros alertas dos Profetas da época, o reino de Judá foi atacado e dominado pelo rei Nabucodonozor, da Babilônia. A maior parte do povo foi levada cativa para a Babilônia, lá permanecendo por 70 anos no cativeiro babilônico, cumprindo a profecia do Profeta Jeremias. Nesse período a capital Jerusalém, considerada a cidade santa e o Templo de Salomão foram  destruídos.

Após esse tempo, o povo foi retornando para sua terra natal em etapas e reconstruíram o Templo e os muros.  Entretanto, houve uma grande mudança com relação à língua e costumes absorvidos durante o tempo do cativeiro, o que modificou em boa parte os seus costumes originários da terra natal. Depois do retorno do cativeiro Babilônico, Israel foi dominado pelos Medos/Persas; Gregos e pelos Romanos.
No período da dominação romana, nasceu aquele que fora profetizado pelos Profetas como o Messias, Jesus Cristo. Seu Ministério se iniciou aos 30 anos e encerrou-se aos 33 anos, com a sua morte na Cruz do Calvário, segundo havia profetizado o Profeta Isaias (cf Isaías 53).
Durante Seu Ministério realizou milagres, curou enfermos, ressuscitou mortos e anunciava o Evangelho da Salvação e vida eterna. Pregava um reino que não era deste mundo e se intitulava filho do Deus Altíssimo. Realizou obras que jamais poderiam ser realizadas por homem algum e, baseado nos seus ensinamentos, o Senhor Jesus tornou-se a base de uma nova Religião, o Cristianismo. 

 Além de várias diferenças doutrinárias existentes entre o judaísmo e o cristianismo, uma delas é fundamental em todos os sentidos: A Bíblia nos ensina o conceito de Trindade, o que não existe no judaísmo.

 

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Dr. Pedro Motta

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